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segunda-feira, 21 de maio de 2012



Phones nos ouvidos, música bem alta. Sentia o ritmo do carro a andar. A mãe falava para ela, mas ela não ouvia. Olhava pela janela do carro. Via no céu as nuvens a espairecerem. "Que lindo que é o céu... um dia gostava de passear pelas nuvens... saltar de uma para outra." Sim, ela tinha uma imaginação fértil. Sempre sonhou no dia em que ia viver nas nuvens, como os supostos "deuses" viviam. Ela era diferente das outras raparigas... e ela sabia disso. Ela gostava de saber como era ser uma chama dum isqueiro ou mesmo o fogo a espalhar-se pela floresta, enfim. Ela gostava de saber como era ser a chuva, a cair das nuvens, do céu. Ela gostava de saber como era ser a areia, como era sentir as pessoas em cima dela. Ela gostava de saber como era ser o zumbido de uma abelha. Gostava de saber como era ser o vento e sobrevoar os cabelos de uma garota. Ela era aquela rapariga, que muito poucos entendiam, mas milhões julgavam pelas suas ideias. Mas ela não se importava. Simplesmente continuava a sonhar como era ser o mar, como era ser uma onda que caía sobre a areia. 
"Muito sonhas tu, pequena." dizia-lhe uma voz vinda de dentro. "O que importa ?", respondeu ela. "Sonhas muito alto, isso faz mal.", respondeu-lhe a tal voz. "Sonhar alto não faz mal, pelo menos a mim não. Faz com que concretize tudo aquilo que eu na realidade não posso." A voz vinda de dentro calou-se. Ali estava ela, a olhar pela janela. Sorriu. Olhou para a mãe, que neste momento se concentrava na estrada. Tirou os phones do ouvido e perguntou-lhe: "Mãe, será que um dia possa vir a ser o mar ? Será que um dia possa a vir ser o céu ?" A mãe respondeu-lhe: "Ó filha, que estupidez ! Deixa-te lá com essas ideias malucas." O sorriso do rosto dela desapareceu. Baixou a cabeça, e olhou mais um vez para a mãe, que, mais um vez, olhava para a estrada. Voltou a olhar para o vidro da janela do carro... tenho dito: muito poucos a entendiam, quase ninguém. A mãe dela era uma delas. Mas ela, nunca deixou de sonhar, e como dizia: "os sonhos fazem com que concretize tudo aquilo que na vida real não seja possível."

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